sábado, 19 de novembro de 2011

UHE Belo Monte e violações de direitos humanos

Além dos impactos ambientais, Belo Monte representa violações de direitos humanos. O momento é de unir as forças, p/ termos esperança om o fortalecimento de um contra-movimento aos retrocessos ambientais, até mesmo em razão da Rio+20 que se aproxima... Belo Monte envolve conflitos sociais gritantes e a sociedade mal sabe o que acontece realmente la, conversando com uma jovem indígena "refugiada" em Manaus, em virtude de tantas ameaças de morte,é mto triste, parece que estamos vivendo como no período da ditadura mesmo,milhares de pessoas sendo perseguidas e "caladas", enquanto boa parte da sociedade brasileira acha que nada (ou pouco) está acontecendo...não podemos ignorar a luta do movimento social, com um olhar apenas para os impactos ambientais, as coisas andam juntas. E o fortalecimento de uma luta de mais de 20 anos, que é invisível para muitos, leva ao fortalecimento de outras lutas. Simplificar os impactos socioambientais na ideia de que compensa investir em UHE (e isso para o Brasil que está distante da realidade amazônica é fácil) revela o argumento da ideia reacionária de crescimento econômico, interesse público, soberania, etc, passando por cima das pessoas e dos grupos sociais e étnicos diretamente afetados. A proteção e conservação da sócio e biodiversidade amazônica é um interesse comum de todos brasileiros (como patrimônio cultural e ambiental da humanidade inclusive), e não podemos permitir que se prevaleça a violação do direito à vida e à dignidade de coletividades diretamente afetadas. Enfim, não dá também para reduzir a questão somente com a "ambientalização" dos discursos, sem considerar os conflitos sociais que estão em jogo. Ao mesmo tempo, o mesmo movimento (gota d' água) que se forma contra Belo Monte, é também um movimento que pode e deve se articular contra o Código Florestal.. A questão é conseguirmos jogar luz simultaneamente para todas as discussões, para que uma não desvie a atenção de outra(s) e para que o código florestal não seja aprovado "no escuro", sem a participação e manifestação direta da sociedade, de forma a dar voz a todos os movimentos e atores sociais afetados e invisíveis pela mídia.
LIANA AMIN LIMA DA SILVA

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

E agora, Visconde do Rio Branco?? Cadê nossas árvores?



Fotos: Projeto Música Verde, nov 2010


foto: nov. 2010


E agora, Visconde do Rio Branco?? Cadê nossas árvores?

foto: nov 2011


...Isso o que tem sido feito com a esperança de nossas crianças em viver em cidades melhores... 








Precisamos convocar os cidadãos riobranquenses para refletir e questionar sobre tamanha violação e desrespeito que representa a retirada das árvores na Rua Carlos Soares. 
Uma atitude que representa uma violência real e simbólica, visto que a iniciativa e esforço para realizar a arborização da rua tinha sido da sociedade civil. 
Podemos verificar no blog <http://projetomusicaverde.blogspot.com/> todo o envolvimento da coletividade em prol de um projeto de educação ambiental, que se concretizou num esforço (tempo, trabalho e dinheiro) e dedicação conjunta dos professores e alunos do Conservatório para realizarem o plantio das mudas, ato esse de cidadania voluntária, que passou por todo trâmite burocrático e foi devidamente autorizado pelos órgãos competentes.
E agora, VRB?? Cadê nossas árvores?
É nosso direito que haja os devidos esclarecimentos de tamanha atitude arbitrária. 
Semanas atrás,  cogitaram ser vandalismo, pois utilizaram a calada da noite para retirarem as árvores, destruindo as proteções. Todavia, o que nos espanta é a agilidade do Poder Público Municipal em tapar os buracos do ato criminoso. 
Não devemos ser imediatistas e ficarmos em nossas condições confortáveis... A importância da arborização urbana não pode ser subestimada, além de almejarmos uma cidade mais bonita, a arborização favorece termos uma sensação térmica mais agradável, nesses tempos de aquecimento global. O futuro de nossa cidade depende de nossos atos de hoje! A questão ambiental é uma questão de qualidade de vida e bem-estar de nossa cidade, é interesse de todos!! 

Liana Amin Lima da Silva 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

SUS e Tratamento Oncológico

Havia deixado este post no facebook, não vou abandonar meu blog, e vou deixar o registro desse meu depoimento por aqui também... 


No caso de tratamento de câncer, em São Paulo, pude ver com meus próprios olhos o digno e amplo acesso a tratamento de melhor (e mesma) qualidade sem discriminação de classe social. Os hospitais públicos (em São Paulo) são referências e recebem pessoas de todas regiões do Brasil para o tratamento, com assistência psicológica e social (e até auxílio moradia para os que não têm condições). 


Sei que o ideal é que esse tratamento de alto nível estivesse espalhado por todas capitais, não somente concentrado em SP, mas daí depende muito dos governos estaduais e investimento não só em saúde, mas também em tecnologia e educação (os grande hospitais têm convênios com as universidades públicas). E uma outra possibilidade para se ter eficiência e recursos de alta tecnologia é, a exemplo do GRAAC/IOP/Unifesp (e atendimento amplo e gratuito, pelo SUS), a colaboração de parceiros privados (por meio de doações) à instituição. Sobre a questão em relação ao Sírio Libanês,respondo com o exemplo do caso que pude vivenciar, tivemos acesso às sessões de radioterapia no Hospital Albert Einstein, pelo SUS. Um hospital particular pode e deve reservar vagas para "desafogar"o SUS, sabia?!


 Mas aposto que se o Lula estivesse fazendo o tratamento pelo SUS, muitos iriam criticar que estaria utilizando uma vaga direcionada a quem não tem condições (respeitando-se o velho princípio aristotélico da isonomia)... enfim, são só algumas considerações, respeito o posicionamento dos críticos ao SUS, até porque RECONHEÇO PLENAMENTE AS GRANDES FALHAS DO SISTEMA. Todavia, para os que criticam especificamente em relação ao tratamento oncológico, é porque desconhecem como estamos evoluídos (no tratamento público) nessa área! Lembrando que, quando precisarmos desses tratamentos complexos e super caros, em geral, não podemos contar com os planos de saúde convencionais e será o SUS que poderá te salvar ou a algum membro de sua família (já pensou nos países, como EUA, que não há SUS?). 


Ah, outra coisa, a única diferença é que nos hospitais públicos não te darão tratamento de hotel 05 estrelas, e você receberá as sessões de quimio compartilhando espaço com outras pessoas que recebem o mesmo tratamento, o que não vejo problema algum, isso nos ensina a ser menos individualistas e mesquinhos e poder enxergar sua dor, na dor do outro, que está ali ao seu lado. Mas no caso de um (ex) Presidente da República (ou q/q pessoa que seja uma "celebridade" no país) isso não daria muito certo... rs


 Bjs e Até +! Liana Amin Lima.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

PMDA-UEA na V Mostra Amazônica do Filme Etnográfico


UEA na V Mostra Amazônica do Filme Etnográfico

Dois documentários produzidos por integrantes do Programa de Pós-graduação em Direito Ambiental (PPGDA/UEA) serão exibidos na V Mostra Amazônica do Filme Etnográfico, promovida pelo Núcleo de Antropologia Visual -NAVI/UFAM, de 21 a 27 de outubro de 2011, com exibições no Teatro Gebes Monteiro (Ideal Clube). A programação completa pode ser acessada em:
http://www.navi.ufam.edu.br/index.php/component/content/article/28-programacaooficial

No dia 22/10, a partir das 19:00:hs, participará da Mostra Competiviva, o filme "Sob as Águas - acordos de Sobrevivência" (18'40'', AM, 2009). Dirigido por Serguei Aily F. de Camargo e Andréa Borghi M. Jacinto, ambos professores do PPGDA, foi produzido pelo Núcleo de Imagem, Direito e Meio Ambiente, e contou com a participação em sua equipe de vários mestrandos em Direito Ambiental. Filmado no Amazonas, na região de Boa Vista de Ramos e de Manaus, o filme trata dos acordos de pesca, criados por moradores das comunidades para enfrentar conflitos em torno dos recursos pesqueiros. O objetivo do documentário é discutir a importância da pesca para as pessoas que vivem nessas comunidades amazônicas, conhecer os conflitos e disputas pelos recursos pesqueiros, e revelar a história dos acordos de pesca como um instrumento rico para a gestão de seus recursos naturais.

No dia 23/10, a partir das 19:00hs, também estará na Mostra Competitiva o documentário "Saltos Amazônicos" (07'30", MG, 2011), dirigido por Liana Amin, mestranda do Direito Ambiental, e Igor Amin, cineasta mineiro. Nas imagens do filme, crianças se divertem dando saltos de um barco à margem do rio Negro, uma brincadeira lúdica da Amazônia.


Sob as Águas - Acordos de Sobrevivência (18'40'', AM, 2009)
FICHA TÉCNICA
Direção e Roteiro: Serguei Aily Franco de Camargo e Andréa Borghi M. Jacinto Edição e Finalização: Eddie Souza. Imagens: Antonio Sena, Eddie Souza, Erasmo Assunção, Homero Flávio, Inimar Bitto, Serguei Camargo, Thaísa Lustosa de Camargo. Trilha Sonora Original: Léo Cólera. Pesquisa: Serguei A. F. de Camargo, Regina G. Pinheiro Cerdeira, Erasmo Whelmes do N. Assunção; Everaldo M. Amoedo; Alzenilson S. de Aquino, Márcio Bentes Lima. Realização: Universidade do Estado do Amazonas - Programa de Pós-graduação em Direito Ambiental - Núcleo de Imagem, Direito e Meio Ambiente. Financiamento: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNpQ e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – FAPEAM. Apoio: Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas - SEC

Saltos Amazônicos (07'30", MG, 2011)
FICHA TÉCNICA
Direção: Liana Amin e Igor Amin Roteiro: Igor Amin Produção e Fotografia: Liana Amin Montagem e Trilha Sonora: Igor Amin Empresa Produtora: A Produtora Audiovisual


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O direito e os indígenas. Uma conversa com Fernando Dantas.





http://mais.uol.com.br/view/rmjtid82yes8/o-direito-e-os-indigenas--uma-conversa-com-fernando-dantas-0402983268D88933A6?types=A


"A inserção do direito no curso de licenciatura dos povos indígenas, está diretamente vinculada com a cidadania aberta, plural e diferenciada. Os índios e o movimento indígena do Alto Solimões entendem o direito como instrumento de emancipação social e transformação da realidade social". Fernando Dantas - Universidade do Estado do Amazonas (UEA), 2010.


http://www.tvnavegar.com.br/