segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Jazz nos Fundos


 03/10/2009, sábado, em Sampa: Parece que vc está entrando num lugar clandestino, quando chega, uma decoração retrô muito bacana, num espaço que parece que vai desmoronar a qualquer momento, e quando vê/ouve está rolando JAZZ NOS FUNDOS. Tivemos sorte grande, presenciamos um encontro de carioca, paulistas, venezuelano e cubano, quebrando tudo!!! E um trompetista que é LENDA VIVA na música instrumental brasileira, Pedro Paulo Siqueira! Uma noite muito especial, com uma companhia maravilhosa que amo muito...

http://jazznosfundos.net/

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Desabafo sobre Coleta Seletiva

Foi numa palestra da Dona Maria, presidente da ASMARE (Associação, dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reciclável, de BH-MG), na oportunidade do V Green Meeting of Americas, em 2005, que mais que me sensibilizei, me apaixonei com a causa dos catadores de materiais recicláveis. Não poderia deixar de comentar sobre isso, pois o vídeo documentário do Igor postado abaixo, "Cozinha de Rua", aborda a questão de moradores de rua que são também catadores de papelão, assim como minha postagem divulgando o BH Humor que faz uma crítica, com mta arte, sobre a situação do lixo na contemporaneidade.

O resgate da cidadania e a missão de "reciclar vidas" da ASMARE e várias outras associações desta natureza espalhadas pelas cidades brasileiras é um trabalho muito digno e lindo! Aproveito neste desabafo para manifestar minha opinião em prol da regularização do trabalho dos catadores, pois é nítida a crueldade e indignidade na maioria dos casos, que são ignorados pela comunidade, invisíveis, num trabalho sem segurança, puxando suas carroças... Espero que um dia, possa ser um trabalho reconhecido, havendo um resgate da dignidade dessas pessoas que lutam pela sobrevivência, que possam receber remuneração justa e não mais serem exploradas pelos que compram seus materiais coletados.  

E por que ainda há uma cultura fortíssima que ainda impede as pessoas de fazerem sua parte para viabilizar a reciclagem de resíduos sólidos? Nós, cidadãos, temos o DEVER de fazer nossa parte, separar as embalagens e entregar aos postos de coleta. Exigir do Poder Público, da sua vizinhança, do seu condomínio, enfim, torna-se muito fácil colocarmos a culpa nos outros, sem se quer mudarmos uma pequena atitude no nosso cotidiano. Enquanto passava uma temporada em Sampa, descobri que no bairro que estava havia duas formas de "fazer a minha parte". Uma é pegar todo o material reciclável que separo e levar no posto de coleta que há no Parque Ibirapuera (e tbém há o PEV - Posto de Entrega Voluntária Monitorado da Prefeitura,  em vários supermercados, ou outros lugares de utilidade pública), depois descobri o inacreditável, há um caminhão específico de Coleta Seletiva, que passa aqui no bairro, lá pelas 23h00  das quartas, senão me engano, uma noite dessas vi passar e conversei com o motorista do caminhão, passa duas vezes por semana, mas o inacreditável não é ter a coleta seletiva, é ninguém ser informado da existência dela por aqui, foi o que notei, pois todos no condomínio descartam o material sem separá-lo no lixo comum, que será encaminhado aos aterros sanitários, aumentando a degradação ambiental e inutilizando materiais que poderiam ser reaproveitados... 
Uma falta de conscientização, ou talvez até há conscientização, mas a situação de "não se dar o trabalho" ainda é muito cômoda... nós, poucos, que estamos dispostos a insistir nesta nova e necessária realidade de fazer a nossa parte para amenizar as degradações que nós mesmos provocamos, não podemos desanimar e temos que persistir na iniciativa de influenciar as pessoas que estão ao nosso redor para que mudem suas posturas e atitudes! Seja separando o material reciclável ( e o mais lindo nesta postura é que não mais vemos o resíduo como meramente "lixo", pois passamos a valorizar aquela matéria), seja reclamando e reivindicando que as prefeituras facilitem a coleta seletiva, seja solicitando que as pessoas cooperem, vizinhos, condôminos, parentes, etc, seja entregando pessoalmente o material a um catador que passa na sua rua com frequencia, entregando à uma associação ou posto de coleta (como os PEV-M, em São Paulo, por exemplo). 
O que sinto é que a visão de que somos "ecochatos" está superada, ignorantes e retrógados são os que insistem em não se adequar ao sentido de CIDADANIA necessária no século XXI.





Abaixo, texto extraído do site da ASMARE  (http://www.asmare.org.br/ ).
Para os que desejarem navegar pelo site, há tbém um item bem interessante sobre as estatísticas do Brasil no panorama internacional da reciclagem.



Lixo e materiais recicláveis
Lixo é todo o resíduo produzido pelas atividades humanas que não é reaproveitado. Ele pode ser classificado em domiciliar, industrial, hospitalar, agrícola e tecnológico.
Os materiais recicláveis são resíduos que, corretamente processados, retornam ao ciclo de produção sem que haja a necessidade de novas extrações no meio ambiente. Os mais conhecidos são papeis, plásticos, metais e vidros. A reciclagem pode manter o produto original ou transformá-lo em um novo inúmeras vezes.


O que é coleta seletiva Coleta Seletiva é o ato de separar materiais recicláveis, tais como papéis, plásticos, vidros, metais e outros, que compõem o lixo produzido pela população para:
- reciclar, aproveitando-os novamente como matéria prima para fabricação de novos produtos;
- distribuir em aterros apropriados para evitar impactos ao meio ambiente;
-
incinerar em fornos especiais para evitar contaminação ambiental.

A importância da Coleta Seletiva A coleta seletiva diminui o volume de resíduos sólidos enviados para aterros e lixões e reduz a extração de recursos naturais. Além disso, gera emprego e renda para a população que depende da comercialização do material a ser reciclado. Desta forma, conscientiza e sensibiliza a população em torno de seu papel sócio-ambiental.


Como implantar a Coleta Seletiva Veja como agir:
1 - Separe o material orgânico do material reciclável;
2 - Agrupe os objetos de acordo com suas características.
3 - Agora é só levar o material até os locais de entrega voluntária (LEVs) ou solicitar a coleta da Asmare.
É necessário procurar um programa organizado de coleta ou organizações de catadores, que recolham o material separadamente. Afinal, não adianta separar sem ter a certeza de que o resíduo será realmente reciclado.


Como utilizar os coletores
Para armazenar os materiais recicláveis até o dia da coleta é necessário:
          
    • Guardar os coletores em local seco e limpo.
    •     
    • Lavar os coletores e deixa-los secar naturalmente para evitar mau cheiro no local.
    •     
    • Diminuir o volume dos recicláveis ao máximo
    • Tomar cuidado com o vidro quebrado para facilitar o transporte do catador e não causar nenhum tipo de acidente.


E aqui, faço minha homenagem ao trabalho da ASMARE e ao de todos catadores brasileiros, através da pessoa batalhadora que é a Dona Maria, quem tive oportunidade de conhecer, admirar e abraçar!  (foto: Brasília, Green Meeting of Americas, 2006)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

BH Humor - tema: LIXO



Em breve visita a BH, pude conferir a primeira edição do BH Humor, na Casa do Baile, conjunto arquitetônico da Pampulha.
http://www.bhhumor.com/
Quem tiver a oportunidade, vale a pena conferir, até 18 de outubro. Tema: LIXO.

Foi uma feliz coincidência, em rápido passeio com minha prima mineira que eu adoro, Carol, levamos minha amiga manaura Rebeca p/ conhecer a Pampulha.  Adorei! Tendo em vista tbém que sou apaixonada com a temática dos Resíduos Sólidos.

P/ os que curtem a arte dos cartuns e caricaturas e ainda,  unida com a temática da preocupação global ambiental.
Vale a pena! É rir para não chorar!!!


Aproveitando para novamente registrar minha admiração pelo Niemeyer (e Minas tbém, é claro!)...

Curta documentário: Cozinha de Rua

Recomendo que vejam  e curtam o curta-documentário "Cozinha de Rua" feito por meu primo Igor Amin, jovem cineasta mineiro,  com uma ótica extremamente contemporânea, criativa e curiosa, e principalmente, com sua essência  sedenta por justiça socioambiental. Vejam o curta no blog "cozinha de rua":


http://cozinhaderua.blogspot.com/2009/09/xxxx_28.html

Há, aqui, um remix do doc:  

Reflexões Manauaras


Ao ler a notícia postada abaixo (STJ), me lembrei da aula do nosso querido professor Ozório Fonseca, disciplina "Pensando a Amazônia", ao nos fazer refletir sobre as ilegalidades, imoralidades e afronta ao Meio Ambiente e ao direito paisagístico da coletividade ao nos mostrar uma foto de um pôr do sol no Rio Negro, em determinada data do ano, podendo ser visto apenas pelos frequentadores do Hotel Tropical... O que vejo em Manaus é, entre os trechos públicos, muralhas privadas  consumindo  às margens do rio.

Me remete também às reflexões de Guilherme Wisnik, na Folha de São Paulo (Coluna: Crítica/ “Cidade de Quartzo”. Folha de São Paulo, 03 de outubro de 2009. ILUSTRADA E5.), onde comenta sobre a obra de Mike Davis, obra que vê a utopia e a distopia do capitalismo em Los Angeles. E dos comentários de Wisnik, transcrevo um trecho:  “Como mostra Davis, a crescente paranóia da segurança urbana alimentou, ali, uma destruição programada dos seus espaços públicos, fazendo coincidir a ascensão dos serviços de segurança privada com a privatização de ruas, praças, parques e praias, e a demolição de equipamentos públicos básicos, como banheiros. O que fez com que a cidade fosse se caracterizando progressivamente como um conjunto esparso de fortalezas vigiadas, separadas por uma massa urbana amorfa que se estende infinitamente pelo território, consumindo-o. Paradoxalmente, a cidade que se afirmou como o sonho da mobilidade individual (a realização espacial da livre iniciativa) vive hoje o pesadelo do encarceramento do coletivo. E, o que é pior, espalhando o seu modelo pelo mundo.”

STJ determina demolição de hotel e recuperação do dano ambiental

STJ determina demolição de hotel na praia de Porto Belo (SC)
"A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que Mauro Antônio Molossi e o município de Porto Belo (SC) promovam a remoção de empreendimento situado na praia, condenando-os solidariamente à remoção dos respectivos resíduos e à recuperação do dano ambiental. A decisão foi unânime.
Segundo o relator, ministro Herman Benjamin, é incontroverso que a obra foi construída em promontório, um acidente geográfico no litoral do continente. Além disso, a licença prévia foi concedida em direção oposta à legislação federal e à Constituição Federal, razão pela qual não pode ser ratificada ou servir de suporte para a manutenção de obra realizada sem o estudo de impacto ambiental.
“O licenciamento prévio foi concedido sem a observância da legislação federal regente, que exige a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental e, conforme observado pela decisão recorrida, em desacordo com a legislação local, que classifica os promontórios como zona de preservação permanente erigida à categoria de área non aedificandi”, afirmou o ministro.
O relator destacou, ainda, que o poluidor é obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros afetados por sua atividade.
No caso, a União propôs uma ação civil púbica com a finalidade de demolir a obra de um hotel situada em terreno marinho na praia de Porto Belo, em setembro de 1993, ante a lesividade ao patrimônio público e ao meio ambiente. Pediu, ainda, a anulação do auto pelo qual o município autorizou a construção e a cassação do direito de ocupação de Mauro Antônio Molossi.
O juízo de primeiro grau não acolheu o pedido. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região alterou a sentença entendendo que os interesses econômicos de uma determinada região devem estar alinhados ao respeito à natureza e aos ecossistemas, pois o que se busca é um desenvolvimento econômico vinculado ao equilíbrio ecológico. “Um meio ambiente sadio e ecologicamente equilibrado representa um bem e interesse transindividual, garantido constitucionalmente a todos, estando acima de interesses privados”, decidiu.
No STJ, Mauro Molossi sustentou que o plano de gerenciamento costeiro, que outorga competência aos estados e municípios para legislar sobre as áreas costeiras, foi obedecido. Alegou, ainda, que a dispensa do estudo de impacto ambiental e do respectivo relatório de impacto ambiental foi feita de forma implícita, mas devidamente motivada e que as exigências técnicas estabelecidas pelo órgão ambiental servem ao propósito do relatório de impacto ambiental (Rima).
O Ministério Público e a União também recorreram ao STJ, pedindo o acolhimento da ação civil pública para determinar que Molossi e o município promovam a remoção do hotel e dos resíduos, bem como a recuperação do dano ambiental."
RESP 769753
Fonte: Superior Tribunal de Justiça
Postado por Promotoria de Justiça de Meio Ambiente de Governador Valadares às Quinta-feira, Outubro 01, 2009
http://ambiente-legal.blogspot.com/2009/10/stj-determina-demolicao-de-hotel-na.html

Concerto da Orquestra Jovem Tom Jobim + Hermeto Pascoal



Reiterando o que postei abaixo, e como encontrei o vídeo do show que me referi, compartilho com vcs mais um pouquinho de Hermeto!